Disciplinas

O conhecimento produzido pelo homem e a escola

Docente Responsável: Marcos Amorim
Tutor: Taís Gianella
Vagas: 250

Temas

  1. A invenção do pensamento científico.
    Como acontece a invenção da filosofia e conseqüentemente o surgimento do discurso científico? A “verdade” migra de um momento mágico-religioso para um “reino” da razão, mas como isso acontece? O desenvolvimento da filosofia e da ciência (não necessariamente no mesmo caminho) vai provocar um debate que perdura até hoje: como buscar a essência das coisas em meio às transformações permanentes da natureza?
  2. A matematização da natureza.
    Na Grécia antiga se desenvolve uma visão que vivemos num mundo ordenado, cheio de figuras geométricas, na crença de precisão e exatidão que seriam características do universo. Essa visão chega até a invenção da física moderna, com Galileu e Newton, e ainda no racionalismo de Descartes que colocam a matemática num pedestal diante de sua perfeição e infalibilidade. Mas ficamos na dúvida: esse mundo é assim tão ordeiro e organizado como se supõem os pais da ciência moderna?
  3. Mecanicismo, Racionalismo e Empirismo.
    Para poder entender o desenvolvimento da ciência entre os séculos XVI e XVIII (e por que não dizer, dos séculos seguintes), resolvemos explicitar a função do mecanicismo, do racionalismo e do empirismo, influências fundamentais tanto na metodologia, quando na visão de mundo científica.
  4. Mecanicismo X Sistema holístico.
    Ao criticar a visão mecanicista de mundo, cabe aqui a defesa da interdisciplinaridade como forma alternativa a uma visão autoritária e excludente da natureza.
  5. A trajetória epistemológica da Ciência.
    Vamos estudar o trajeto que a ciência, desde a sua ligação com a filosofia até seguir na direção de seu próprio caminho e sua situação hoje, onde seu poder é questionado até pelos próprios cientistas.
  6. “O mito do cientificismo” e o “o mito da neutralidade científica”.
    Pretendemos colocar em questão o “cientificismo” e a “neutralidade científica”, que outrora foram pilares do discurso científico, mas se encontram hoje na berlinda.
  7. Contra o dogmatismo na ciência e na vida.
    Aqui pretendemos discutir o quanto é danoso o dogmatismo, tanto na ciência como em outras esferas da vida.

Referências Bibliográficas

ANDLER, Daniel, LARGEAULT, Anne e SAINT-SERNIN, Bertrand. Filosofia da Ciência. Volumes I e II. Rio de Janeiro: Atlântica, tradução de Paula Glenadel, Marcelo J. de Moraes e Bernardo B. C. de Oliveira, 2005.Este manual em dois volumes, discute a história e a filosofia da ciência nas suas questões fundamentais incluindo a discussão a cerca dos novos paradigmas científicos.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pire. Temas de Filosofia. São Paulo: Moderna, 3ª edição, 2005.
Manual de filosofia que tem resumos sobre os principais assuntos da filosofia.

CAPRA, Fritjof. Ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, tradução de Álvaro Cabral, 25ª edição, 2005.
Capra nos transmite sua preocupação sobre os destinos do planeta, reclamando uma mudança no paradigma mecanicista da ciência, propondo uma visão mais sistêmica da vida.

____________. A Teia da Vida. São Paulo: Cultrix, tradução de Newton Roberval Eichemberg, 10ª edição, 2006.
Para responder a pergunta “o que é a vida”, o autor critica a visão mecanicista da ciência e percebe que pesquisas recentes já procuram ver o mundo de forma mais sistêmica

CHAUÍ, Marilena. Introdução à História da Filosofia: Dos Pré-Socráticos a Aristóteles. São Paulo: Cia das Letras, 2ª edição, 2002.    
Introdução rica em análises sobre o nascimento da filosofia e sobre as filosofias dos primeiros pensadores.

DESCARTES, René. Discurso do Método. Lisboa: Livraria Sá da Costa editora, tradução de Newton de Macedo, 1990.
Livro clássico da filosofia onde o filósofo Descartes expõe seu método de investigação científica.

FEITOSA, Charles. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
Livro bem ilustrado que serve de introdução à filosofia sob a ótica da arte.

HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, Coleção Os Pensadores, 3ª edição, tradução de Leonel Vallandro, 1984.
Este texto resume a filosofia empirista, escrita pelo mais radical dos pensadores desta escola.

JACOB, François. A Lógica da Vida. Rio de Janeiro: Graal, tradução de Ângela LOUREIRO de Souza, 1983.
O prêmio Nobel de medicina apresenta suas impressões sobre a vida a partir da genética.

KIRK, G. S. e RAVEN, J. E. Os Filósofos Pré-Socráticos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, tradução de Carlos A. L. Fonseca, Beatriz R. Barbosa, Maria Pegado, 2a edição, 1981.
Importante livro sobre os primeiros filósofos que tem suas obras dissecas por estes pesquisadores ingleses.

PRIGOGINE, Ilya. As leis do caos. São Paulo: UNESP, tradução de Roberto Leal Ferreira, 2002.
Prigogine, prêmio Nobel de Química, apresenta uma possibilidade de estudo da natureza levando em conta que a vida é muito mais caótica do que achavam os cientistas do passado.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Um Discurso sobre as ciências. São Paulo: Cortez, 2003.
Em tom de palestra, o sociólogo português faz muitas críticas aos paradigmas científicos, propondo uma visão em forma de rede, levando em conta aspectos ignorados pela ciência tradicional.

VASCONCELLOS, Maria José Esteves de. Pensamento Sistêmico. São Paulo: Papirus, 7ª edição, 2008.
Em contraposição ao mecanicismo, a autora apresenta um estudo na linha sistêmica, paradigma da ciência contemporânea.

VERNANT, Jean-Pierre. Mito e pensamento entre os gregos. São Paulo: DIFEL/USP, tradução de Haiganuch Sarian, 1973.
Coletânea de textos de um dos mais importantes helenistas atuais, esclarece vários aspectos que remontam não só a história da filosofia, como as bases do pensamento científico.

___________________. Origens do pensamento grego. São Paulo: DIFEL, tradução de Ísis Borges B. da Fonseca, 4a edição, 1984.
Vernant remonta o surgimento da civilização grega, buscando perceber o desenvolvimento do discurso racional em meio as mudanças políticas e sociais da época.

Para saber mais

ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith e GEWANDSZNAJDER, Fernando. O Método nas Ciências Naturais e Sociais. São Paulo: Pioneira,1998.
Este livro aborda importantes temas da metodologia científica e alguns de seus pressupostos filosóficos.
ATLAN, Henri. A Ciência é Inumana? São Paulo: Cortez, tradução de Edgard de Assis Carvalho, 2004.
FEYERABEND, Paul. Contra o método. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, tradução de Octanny S. da Mota e Leonidas Hegenberg, 3ª edição, 1989.
Jaeger, Werner. Paidéia. São Paulo: Martins Fontes, tradução de Artur M. Parreira, 3a edição, 1995.
KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo: Perspectiva, tradução de Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira, 9ª edição, 2007.
LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos. São Paulo: editora 34, tradução de Carlos Irineu da Costa, 2008.
LYOTARD, Jean-François. O Pós-moderno. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, tradução de Ricardo Corrêa Barbosa, 2ª edição, 1986.
MATURANA, Humberto. Cognição, ciência e vida cotidiana. Belo Horizonte: UFMG, organização e tradução de Cristina Magro e Victor Paredes, 2006.
Biólogo de renome internacional, Maturana reúne neste livro textos extraídos de palestras de divulgação da necessidade de “aprender a aprender”, tendo como eixo a biologia.
NIETZSCHE, Friedrich. Genenalogia da Moral. São Paulo: Cia das Letras, tradução de Paulo Cézar Souza, 2004.
OLIVA, Alberto. Filosofia da Ciência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
O autor procura resumir aspectos no interior da filosofia do conhecimento pressupondo que a capacidade de se conhecer algo é ponto pacífico e parte daí para explicitar as diversas formas de se chegar ao conhecimento verdadeiro da realidade. É importante por que expõe como funciona a metodologia científica, o que se revela um prato cheio para a crítica se por acaso pretende se fazer esta forma de pensar.
PRIGOGINE, Ilya. O fim das certezas. São Paulo: UNESP, tradução de Roberto Leal Ferreira, 1996.
_______________ e STENGERS, Isabelle. A nova aliança. Brasília: Editora UnB, 3ª edição, tradução de Miguel Faria e Joaquina Machado Trincheira ,1997.
STENGERS, Isabelle. A invenção das ciências modernas. São Paulo: editora 34, tradução de Max Altman, 2002.
Filosofia da Ciência
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_da_ci%C3%AAncia

Mecanicismo/Reducionismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Reducionismo

Pensamento sistêmico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pensamento_sist%C3%AAmico

FILME

Ponto de Mutação – Direção de Bernt Capra (USA - 1990).
Assim como no livro de Fritjof Capra (“Ponto de Mutação” que inspira o filme), se defende uma mudança de paradigma com o abandono da visão mecanicista para uma visão mais sistêmica (ou holística). De certa forma responsabiliza o mecanicismo por uma forma de pensar que contribuiu com a devastação do planeta. A maneira sistêmica poderia proporcionar uma guinada na direção de conter a destruição e uma harmonia maior entre a espécie humana e a natureza que nos cerca e nos dá vida.

Avaliação

As atividades propostas durante a disciplina compõem as Avaliações a Distância (AD). O cursista deverá enviar estas atividades nos prazos estipulados no calendário da disciplina. Não haverá Avaliação Presencial (AP). A avaliação Final será realizada a distância. Mais informações, consulte o Edital. Orientações sobre as avaliações serão dadas no decorrer do curso.

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